quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Escolhi inserir no portfolio este trabalho que consiste nos apontamentos que elaboro para estudo da disciplina de Ciências Naturais. Penso que poderão ajudar alguns colegas na preparação dos testes.


CIÊNCIAS DA NATUREZA                                Diogo Carvalho 7º-A

 

TERRA SOB INVESTIGAÇÃO

A ciência é a procura do conhecimento motivada pela curiosidade humana

1.1. - A ciência como produto da atividade humana

A Ciência é a busca de conhecimento sobre tudo o que existe, e é fortemente motivada pela curiosidade humana.

A aplicação do conhecimento científico é a Tecnologia. Por exemplo, a descoberta da possibilidade de fabricar diversos tipos de plástico, permitiu construir diferentes objetos.

O conhecimento científico e o Universo são tão vastos (grandes) que têm que existir várias áreas do conhecimento. Por exemplo, a Biologia, a Física, a Química, a Matemática…

A Ciência evolui e é influenciada pela sociedade.

O diagrama seguinte mostra a relação entre a ciência e aquilo que a rodeia.


Ao longo da história da Ciência foram propostos diferentes modelos para o Sistema Solar e para o Universo, que foram sendo reformulados à medida que o conhecimento científico foi evoluindo:

Modelo Geocêntrico: A Terra é fixa e encontra-se no centro do Universo. Defendido até ao séc. XVI. Defendido por Aristóteles (séc. IV a.C.) e Ptolomeu (séc. II d.C.)

Modelo Heliocêntrico: A Terra gira em torno do Sol e este é o centro do Universo.  Defendido por Copérnico (séc. XVI) e Galileu Galilei (séc. XVII)

A Sociedade e a Tecnologia têm um papel importante na construção do conhecimento científico, pois influenciam a Ciência e são condicionadas por ela.

Compreender a relação Ciência – Tecnologia – Sociedade – Ambiente é fundamental para se perceber o carácter dinâmico da Ciência.

A exploração espacial assumiu um papel muito importante na evolução do conhecimento científico.

A exploração espacial apresenta vantagens e desvantagens:

Vantagens - maior conhecimento sobre o Universo e a Terra e avanços noutras áreas científicas, como por exemplo a medicina, e a produção de novos materiais.

Desvantagens - lixo orbital; perda de vidas e gasto de grandes quantias em dinheiro.

 

1.2. - Terra, um planeta com vida

A Terra é um sistema formado por vários subsistemas abertos, que se encontram em constante interação.

A atmosfera, a hidrosfera, a litosfera e a biosfera são subsistemas terrestres:

Atmosfera – constitui a camada gasosa da Terra sendo, essencialmente, composta por azoto (78%) e oxigénio (21%), seguindo-se o árgon (0.9%) e o dióxido de carbono (0.03%), para além de outros gases menos significativos.

Hidrosfera – somatório de toda a água existente na superfície terrestre. Os oceanos, os rios, os lagos, os glaciares e as águas subterrâneas fazem parte da hidrosfera.

Litosfera – a camada rígida que constitui a crosta terrestre, englobando as grandes massas continentais e as bases dos oceanos, bem como os restantes materiais que se encontram no interior da Terra. É na litosfera que a maior parte dos seres vivos encontra o suporte para andar e habitar.

Biosfera – formada pelo conjunto dos seres vivos que habitam a Terra. Existe uma interação constante entre os seres vivos e os diferentes subsistemas terrestres.

 

Qualquer alteração provocada pelo Homem num destes subsistemas irá ter consequências graves no sistema Terra e alterar o ambiente em que a espécie humana habita e do qual depende a sua sobrevivência.

Dentro da biosfera estão incluídos diversos subsistemas biológicos, integrados e interdependentes: ecossistema, comunidade, população, organismo, sistema de órgãos, órgão, tecido, célula.

A existência de vida na Terra é favorecida pela distância da Terra ao Sol, que permite a existência de uma temperatura adequada e de água no estado líquido.

Outro fator determinante para a vida é a existência de uma atmosfera, o que só é possível graças à massa da Terra.

  

Etapas para o aparecimento da vida na Terra:

•Os vulcões da Terra libertaram gases (água, metano, dióxido de carbono, etc.) que formaram a atmosfera primitiva;

•A superfície da Terra arrefeceu, formando-se a crosta terrestre;

•Das nuvens formadas resultou chuva;

•A chuva levou à formação dos meios aquáticos (rios, lagos, mares, oceanos…);

•Através de reações químicas complexas, surge a primeira matéria orgânica na água;

•Mais tarde surgiram as primeiras células (bactérias);

•As bactérias fotossintéticas (que realizam a fotossíntese) produzem oxigénio;

•O oxigénio libertado para a atmosfera formou a camada de ozono;

•A vida pode ocupar o meio terrestre, pois o ozono protege das radiações ultravioleta (UV).

 

Condições que permitem a existência de vida na Terra:

•Crosta terrestre sólida;

•Água nos 3 estados físicos (líquido, sólido, gasoso);

•Luz e calor (provenientes do Sol);

•Oxigénio e camada de ozono.

  

A TERRA CONTA A SUA HISTÓRIA

Os fósseis permitem o estudo do passado

1.1. - Os fósseis e a história da Terra

Um fóssil é um vestígio de um organismo que existiu no passado e que ficou preservado nas rochas ou outros materiais, em contexto geológico.

A fossilização é um processo raro e precioso, sendo favorecido pela existência de estruturas duras/mineralizadas (conchas, dentes, ossos, carapaças, garras) e implicando a deposição rápida de materiais finos sobre os restos dos organismos que ficam, assim, protegidos da decomposição.

Os processos de fossilização mais comuns são:

Moldagem – registo das partes duras do ser vivo em rocha; os moldes formados podem ser externos, internos ou contramoldes. Ex.: moldes de conchas, de esqueletos, penas, etc.

Mineralização – as partes duras do ser vivo vão sendo substituídas por minerais que se encontram nos fluidos que circulam nas rochas. Ex.: ossos, dentes, troncos de árvores, etc.

Conservação ou mumificação – preservação do ser vivo na sua totalidade numa dada substância, como o gelo ou o âmbar (resina primitiva). Ex.: mamutes em gelo e insetos em âmbar.

Os fósseis podem ser classificados da seguinte forma:

Impressões – são moldes externos de folhas ou outras partes de plantas.

Marcas – vestígios da atividade dos seres vivos. Ex.: pegadas (locomoção), fezes fossilizadas (alimentação), ovos (reprodução), etc.

Fósseis vivos – fósseis de espécies que ainda existem na atualidade (também se pode aplicar esta classificação aos seres vivos atuais dessa espécie). Ex.: Ginkgo e Nautilus.

Fósseis de idade – fósseis que permitem atribuir uma idade relativa a uma rocha; este tipo de fósseis tem características especiais: terem surgido num curto intervalo de tempo geológico; as espécies a que pertencem ocuparam a Terra num curto espaço de tempo; têm grande distribuição geográfica. Ex.: trilobites e amonites.

Fósseis de fácies – fósseis que permitem identificar o ambiente existente no local, na altura em que se formaram. Ex.: os corais.

Entre outros aspetos, os fósseis são importantes para conhecer a evolução da Vida, para datar as rochas (fósseis de idade) e para reconstituir o ambiente em que estas se originaram (fósseis de fácies).

A datação radiométrica permite atribuir uma idade concreta às rochas, em milhões de anos, enquanto a datação relativa permite apenas estabelecer uma ordem cronológica de uma sequência de acontecimentos geológicos, em termos relativos/comparativos e com base em princípios gerais da Estratigrafia.

A Escala do Tempo Geológico (ou escala cronoestratigráfica) encontra-se dividida em diferentes unidades, que correspondem a conjuntos de rochas onde estão registados os acontecimentos mais relevantes da História da Terra, como a extinção de determinadas espécies e o aparecimento de outras, a ocorrência de transgressões e de regressões marinhas e a formação de cadeias montanhosas.

1.2. - Grandes etapas da história da Terra

Com base no estudo dos fósseis e na datação dos estratos, o Homem construiu uma escala do tempo geológico.

Esta escala divide-se em várias etapas chamadas Eons, que se dividem em Eras geológicas. Estas ainda se dividem em Períodos.

A passagem de uma Era para outra deve-se a grandes acontecimentos biológicos e/ou geológicos, como os seguintes:

Extinções em massa – desaparecimento de grande número de espécies ao mesmo tempo;

Glaciações – períodos de arrefecimento da Terra; Aquecimentos globais – períodos de aumento da temperatura média da Terra;

Regressões – recuo do mar em relação à linha de costa;

Transgressões – avanço do mar sobre a linha de costa.
 
 
 
 TEMPO GEOLÓGICO 

Pré-Câmbrico (4600 M.a. – 540 M.a.)

Aparecimento da Vida (seres unicelulares e procariontes); Primeiros seres pluricelulares; Primeiros seres eucariontes;

Final do Pré-Câmbrico – grande diversidade de seres pluricelulares.

 

Era Paleozóica (540 M.a. – 250 M.a.)

Era das trilobites; Primeiros peixes e animais com concha; Aparecimento de vida em meio terrestre (anfíbios, répteis, insetos, fetos e coníferas); Ex. de um Período: Câmbrico; Crise do final do Paleozóico – maior extinção em massa de seres aquáticos e terrestres.

 

Era Mesozóica (250 M.a. – 65 M.a.)

Era das amonites e dinossauros; Primeiros mamíferos e aves; Primeiras plantas com flor;

Ex. de um Período – Jurássico; Crise do final do Mesozóico – extinção em massa no meio terrestre e aquático.

 

Era Cenozóica (65 M.a. – atualidade)

Era dos mamíferos e plantas com flor; Aparecimento do Homem; Ex. de um Período – Quaternário.


 

 

 

 

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