CIÊNCIAS DA NATUREZA Diogo Carvalho
7º-A
TERRA SOB INVESTIGAÇÃO
A ciência é a procura do
conhecimento motivada pela curiosidade humana
1.1. - A ciência como produto da atividade humana
A Ciência é a busca de
conhecimento sobre tudo o que existe, e é fortemente motivada pela curiosidade
humana.
A aplicação do conhecimento
científico é a Tecnologia. Por exemplo, a descoberta da possibilidade de
fabricar diversos tipos de plástico, permitiu construir diferentes objetos.
O conhecimento científico e o
Universo são tão vastos (grandes) que têm que existir várias áreas do
conhecimento. Por exemplo, a Biologia, a Física, a Química, a Matemática…
A Ciência evolui e é influenciada
pela sociedade.
O diagrama seguinte mostra a
relação entre a ciência e aquilo que a rodeia.
Ao longo da história da Ciência
foram propostos diferentes modelos para o Sistema Solar e para o Universo, que
foram sendo reformulados à medida que o conhecimento científico foi evoluindo:
Modelo Geocêntrico: A Terra é
fixa e encontra-se no centro do Universo. Defendido até ao séc. XVI. Defendido
por Aristóteles (séc. IV a.C.) e Ptolomeu (séc. II d.C.)
Modelo Heliocêntrico: A Terra
gira em torno do Sol e este é o centro do Universo. Defendido por Copérnico (séc. XVI) e Galileu
Galilei (séc. XVII)
A Sociedade e a Tecnologia têm um
papel importante na construção do conhecimento científico, pois influenciam a
Ciência e são condicionadas por ela.
Compreender a relação Ciência –
Tecnologia – Sociedade – Ambiente é fundamental para se perceber o carácter
dinâmico da Ciência.
A exploração espacial assumiu um
papel muito importante na evolução do conhecimento científico.
A exploração espacial apresenta
vantagens e desvantagens:
Vantagens - maior conhecimento
sobre o Universo e a Terra e avanços noutras áreas científicas, como por
exemplo a medicina, e a produção de novos materiais.
Desvantagens - lixo orbital;
perda de vidas e gasto de grandes quantias em dinheiro.
1.2. - Terra, um planeta com vida
A Terra é um sistema formado por
vários subsistemas abertos, que se encontram em constante interação.
A atmosfera, a hidrosfera, a litosfera e a biosfera são subsistemas
terrestres:
Atmosfera – constitui a camada
gasosa da Terra sendo, essencialmente, composta por azoto (78%) e oxigénio
(21%), seguindo-se o árgon (0.9%) e o dióxido de carbono (0.03%), para além de
outros gases menos significativos.
Hidrosfera – somatório de toda a
água existente na superfície terrestre. Os oceanos, os rios, os lagos, os
glaciares e as águas subterrâneas fazem parte da hidrosfera.
Litosfera – a camada rígida que
constitui a crosta terrestre, englobando as grandes massas continentais e as
bases dos oceanos, bem como os restantes materiais que se encontram no interior
da Terra. É na litosfera que a maior parte dos seres vivos encontra o suporte
para andar e habitar.
Biosfera – formada pelo conjunto
dos seres vivos que habitam a Terra. Existe uma interação constante entre os
seres vivos e os diferentes subsistemas terrestres.
Qualquer alteração provocada pelo
Homem num destes subsistemas irá ter consequências graves no sistema Terra e
alterar o ambiente em que a espécie humana habita e do qual depende a sua
sobrevivência.
Dentro da biosfera estão
incluídos diversos subsistemas biológicos, integrados e interdependentes:
ecossistema, comunidade, população, organismo, sistema de órgãos, órgão,
tecido, célula.
A existência de vida na Terra é
favorecida pela distância da Terra ao Sol, que permite a existência de uma
temperatura adequada e de água no estado líquido.
Outro fator determinante para a
vida é a existência de uma atmosfera, o que só é possível graças à massa da
Terra.
Etapas para o aparecimento da vida na Terra:
•Os vulcões da Terra libertaram
gases (água, metano, dióxido de carbono, etc.) que formaram a atmosfera
primitiva;
•A superfície da Terra arrefeceu,
formando-se a crosta terrestre;
•Das nuvens formadas resultou
chuva;
•A chuva levou à formação dos
meios aquáticos (rios, lagos, mares, oceanos…);
•Através de reações químicas
complexas, surge a primeira matéria orgânica na água;
•Mais tarde surgiram as primeiras
células (bactérias);
•As bactérias fotossintéticas
(que realizam a fotossíntese) produzem oxigénio;
•O oxigénio libertado para a
atmosfera formou a camada de ozono;
•A vida pode ocupar o meio
terrestre, pois o ozono protege das radiações ultravioleta (UV).
Condições que permitem a existência de vida na Terra:
•Crosta terrestre sólida;
•Água nos 3 estados físicos
(líquido, sólido, gasoso);
•Luz e calor (provenientes do
Sol);
•Oxigénio e camada de ozono.
A TERRA CONTA A SUA HISTÓRIA
Os fósseis permitem o estudo do
passado
1.1. - Os fósseis e a história da Terra
Um fóssil é um vestígio de um
organismo que existiu no passado e que ficou preservado nas rochas ou outros
materiais, em contexto geológico.
A fossilização é um processo raro
e precioso, sendo favorecido pela existência de estruturas duras/mineralizadas
(conchas, dentes, ossos, carapaças, garras) e implicando a deposição rápida de
materiais finos sobre os restos dos organismos que ficam, assim, protegidos da
decomposição.
Os processos de fossilização mais
comuns são:
Moldagem – registo das partes
duras do ser vivo em rocha; os moldes formados podem ser externos, internos ou
contramoldes. Ex.: moldes de conchas, de esqueletos, penas, etc.
Mineralização – as partes duras
do ser vivo vão sendo substituídas por minerais que se encontram nos fluidos
que circulam nas rochas. Ex.: ossos, dentes, troncos de árvores, etc.
Conservação ou mumificação –
preservação do ser vivo na sua totalidade numa dada substância, como o gelo ou
o âmbar (resina primitiva). Ex.: mamutes em gelo e insetos em âmbar.
Os fósseis podem ser
classificados da seguinte forma:
Impressões – são moldes externos
de folhas ou outras partes de plantas.
Marcas – vestígios da atividade
dos seres vivos. Ex.: pegadas (locomoção), fezes fossilizadas (alimentação),
ovos (reprodução), etc.
Fósseis vivos – fósseis de
espécies que ainda existem na atualidade (também se pode aplicar esta
classificação aos seres vivos atuais dessa espécie). Ex.: Ginkgo e Nautilus.
Fósseis de idade – fósseis que
permitem atribuir uma idade relativa a uma rocha; este tipo de fósseis tem
características especiais: terem surgido num curto intervalo de tempo
geológico; as espécies a que pertencem ocuparam a Terra num curto espaço de
tempo; têm grande distribuição geográfica. Ex.: trilobites e amonites.
Fósseis de fácies – fósseis que
permitem identificar o ambiente existente no local, na altura em que se
formaram. Ex.: os corais.
Entre outros aspetos, os fósseis
são importantes para conhecer a evolução da Vida, para datar as rochas (fósseis
de idade) e para reconstituir o ambiente em que estas se originaram (fósseis de
fácies).
A datação radiométrica permite
atribuir uma idade concreta às rochas, em milhões de anos, enquanto a datação
relativa permite apenas estabelecer uma ordem cronológica de uma sequência de
acontecimentos geológicos, em termos relativos/comparativos e com base em
princípios gerais da Estratigrafia.
A Escala do Tempo Geológico (ou escala cronoestratigráfica) encontra-se
dividida em diferentes unidades, que correspondem a conjuntos de rochas onde
estão registados os acontecimentos mais relevantes da História da Terra, como a
extinção de determinadas espécies e o aparecimento de outras, a ocorrência de
transgressões e de regressões marinhas e a formação de cadeias montanhosas.
1.2. - Grandes etapas da história
da Terra
Com base no estudo dos fósseis e
na datação dos estratos, o Homem construiu uma escala do tempo geológico.
Esta escala divide-se em várias
etapas chamadas Eons, que se dividem em Eras geológicas. Estas ainda se dividem
em Períodos.
A passagem de uma Era para outra
deve-se a grandes acontecimentos biológicos e/ou geológicos, como os seguintes:
Extinções em massa –
desaparecimento de grande número de espécies ao mesmo tempo;
Glaciações – períodos de
arrefecimento da Terra; Aquecimentos globais – períodos de aumento da
temperatura média da Terra;
Regressões – recuo do mar em
relação à linha de costa;
Transgressões – avanço do mar sobre
a linha de costa.
Pré-Câmbrico (4600 M.a. – 540 M.a.)
Aparecimento da Vida (seres
unicelulares e procariontes); Primeiros seres pluricelulares; Primeiros seres
eucariontes;
Final do Pré-Câmbrico – grande
diversidade de seres pluricelulares.
Era Paleozóica (540 M.a. – 250 M.a.)
Era das trilobites; Primeiros
peixes e animais com concha; Aparecimento de vida em meio terrestre (anfíbios,
répteis, insetos, fetos e coníferas); Ex. de um Período: Câmbrico; Crise do
final do Paleozóico – maior extinção em massa de seres aquáticos e terrestres.
Era Mesozóica (250 M.a. – 65 M.a.)
Era das amonites e dinossauros;
Primeiros mamíferos e aves; Primeiras plantas com flor;
Ex. de um Período – Jurássico;
Crise do final do Mesozóico – extinção em massa no meio terrestre e aquático.
Era Cenozóica (65 M.a. – atualidade)
Era dos mamíferos e plantas com
flor; Aparecimento do Homem; Ex. de um Período – Quaternário.
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