Olá a todos!
Agora que estamos a terminar o primeiro período de aulas, é tempo de fazer uma reflexão. A prática que tenho nestas "coisas" dos blogs ainda é pouca, por isso acho que posso ainda melhorar. No próximo período, de certeza, que vai ser melhor!!! A partilha de informações entre todos, através de blogs, tem sido muito interessante. Excelente ideia, professora!!! Desejo a todos um Feliz Natal e um excelente ano de 2017 cheio de "Ciências Divertidas"!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Terra, planeta com vida
Eu vou falar como é que surgiu vida na terra.
Durante os primeiros anos a terra estava em ebulição dando origem a crosta terrestre.
Seguiu-se um período de intenso vulcanismo em que os gases vindos dos vulcões deram origem a
atmosfera primitiva.
A atmosfera primitiva condensou e choveu ate dar origem as primeiras poças.
Um raio pode ter caído numa poça de agua e través de reações químicas complexas, surge a primeira matéria orgânica na água;
Mais tarde surgiram as primeiras
células (bactérias);
As bactérias fotossintéticas
(que realizam a fotossíntese) produzem oxigénio;
O oxigénio libertado para a
atmosfera formou a camada de ozono;
A vida pode ocupar o meio
terrestre, pois o ozono protege das radiações ultravioleta (UV).
Escolhi inserir no portfolio este trabalho que consiste nos apontamentos que elaboro para estudo da disciplina de Ciências Naturais. Penso que poderão ajudar alguns colegas na preparação dos testes.
CIÊNCIAS DA NATUREZA Diogo Carvalho
7º-A
TERRA SOB INVESTIGAÇÃO
A ciência é a procura do
conhecimento motivada pela curiosidade humana
1.1. - A ciência como produto da atividade humana
A Ciência é a busca de
conhecimento sobre tudo o que existe, e é fortemente motivada pela curiosidade
humana.
A aplicação do conhecimento
científico é a Tecnologia. Por exemplo, a descoberta da possibilidade de
fabricar diversos tipos de plástico, permitiu construir diferentes objetos.
O conhecimento científico e o
Universo são tão vastos (grandes) que têm que existir várias áreas do
conhecimento. Por exemplo, a Biologia, a Física, a Química, a Matemática…
A Ciência evolui e é influenciada
pela sociedade.
O diagrama seguinte mostra a
relação entre a ciência e aquilo que a rodeia.
Ao longo da história da Ciência
foram propostos diferentes modelos para o Sistema Solar e para o Universo, que
foram sendo reformulados à medida que o conhecimento científico foi evoluindo:
Modelo Geocêntrico: A Terra é
fixa e encontra-se no centro do Universo. Defendido até ao séc. XVI. Defendido
por Aristóteles (séc. IV a.C.) e Ptolomeu (séc. II d.C.)
Modelo Heliocêntrico: A Terra
gira em torno do Sol e este é o centro do Universo. Defendido por Copérnico (séc. XVI) e Galileu
Galilei (séc. XVII)
A Sociedade e a Tecnologia têm um
papel importante na construção do conhecimento científico, pois influenciam a
Ciência e são condicionadas por ela.
Compreender a relação Ciência –
Tecnologia – Sociedade – Ambiente é fundamental para se perceber o carácter
dinâmico da Ciência.
A exploração espacial assumiu um
papel muito importante na evolução do conhecimento científico.
A exploração espacial apresenta
vantagens e desvantagens:
Vantagens - maior conhecimento
sobre o Universo e a Terra e avanços noutras áreas científicas, como por
exemplo a medicina, e a produção de novos materiais.
Desvantagens - lixo orbital;
perda de vidas e gasto de grandes quantias em dinheiro.
1.2. - Terra, um planeta com vida
A Terra é um sistema formado por
vários subsistemas abertos, que se encontram em constante interação.
A atmosfera, a hidrosfera, a litosfera e a biosfera são subsistemas
terrestres:
Atmosfera – constitui a camada
gasosa da Terra sendo, essencialmente, composta por azoto (78%) e oxigénio
(21%), seguindo-se o árgon (0.9%) e o dióxido de carbono (0.03%), para além de
outros gases menos significativos.
Hidrosfera – somatório de toda a
água existente na superfície terrestre. Os oceanos, os rios, os lagos, os
glaciares e as águas subterrâneas fazem parte da hidrosfera.
Litosfera – a camada rígida que
constitui a crosta terrestre, englobando as grandes massas continentais e as
bases dos oceanos, bem como os restantes materiais que se encontram no interior
da Terra. É na litosfera que a maior parte dos seres vivos encontra o suporte
para andar e habitar.
Biosfera – formada pelo conjunto
dos seres vivos que habitam a Terra. Existe uma interação constante entre os
seres vivos e os diferentes subsistemas terrestres.
Qualquer alteração provocada pelo
Homem num destes subsistemas irá ter consequências graves no sistema Terra e
alterar o ambiente em que a espécie humana habita e do qual depende a sua
sobrevivência.
Dentro da biosfera estão
incluídos diversos subsistemas biológicos, integrados e interdependentes:
ecossistema, comunidade, população, organismo, sistema de órgãos, órgão,
tecido, célula.
A existência de vida na Terra é
favorecida pela distância da Terra ao Sol, que permite a existência de uma
temperatura adequada e de água no estado líquido.
Outro fator determinante para a
vida é a existência de uma atmosfera, o que só é possível graças à massa da
Terra.
Etapas para o aparecimento da vida na Terra:
•Os vulcões da Terra libertaram
gases (água, metano, dióxido de carbono, etc.) que formaram a atmosfera
primitiva;
•A superfície da Terra arrefeceu,
formando-se a crosta terrestre;
•Das nuvens formadas resultou
chuva;
•A chuva levou à formação dos
meios aquáticos (rios, lagos, mares, oceanos…);
•Através de reações químicas
complexas, surge a primeira matéria orgânica na água;
•Mais tarde surgiram as primeiras
células (bactérias);
•As bactérias fotossintéticas
(que realizam a fotossíntese) produzem oxigénio;
•O oxigénio libertado para a
atmosfera formou a camada de ozono;
•A vida pode ocupar o meio
terrestre, pois o ozono protege das radiações ultravioleta (UV).
Condições que permitem a existência de vida na Terra:
•Crosta terrestre sólida;
•Água nos 3 estados físicos
(líquido, sólido, gasoso);
•Luz e calor (provenientes do
Sol);
•Oxigénio e camada de ozono.
A TERRA CONTA A SUA HISTÓRIA
Os fósseis permitem o estudo do
passado
1.1. - Os fósseis e a história da Terra
Um fóssil é um vestígio de um
organismo que existiu no passado e que ficou preservado nas rochas ou outros
materiais, em contexto geológico.
A fossilização é um processo raro
e precioso, sendo favorecido pela existência de estruturas duras/mineralizadas
(conchas, dentes, ossos, carapaças, garras) e implicando a deposição rápida de
materiais finos sobre os restos dos organismos que ficam, assim, protegidos da
decomposição.
Os processos de fossilização mais
comuns são:
Moldagem – registo das partes
duras do ser vivo em rocha; os moldes formados podem ser externos, internos ou
contramoldes. Ex.: moldes de conchas, de esqueletos, penas, etc.
Mineralização – as partes duras
do ser vivo vão sendo substituídas por minerais que se encontram nos fluidos
que circulam nas rochas. Ex.: ossos, dentes, troncos de árvores, etc.
Conservação ou mumificação –
preservação do ser vivo na sua totalidade numa dada substância, como o gelo ou
o âmbar (resina primitiva). Ex.: mamutes em gelo e insetos em âmbar.
Os fósseis podem ser
classificados da seguinte forma:
Impressões – são moldes externos
de folhas ou outras partes de plantas.
Marcas – vestígios da atividade
dos seres vivos. Ex.: pegadas (locomoção), fezes fossilizadas (alimentação),
ovos (reprodução), etc.
Fósseis vivos – fósseis de
espécies que ainda existem na atualidade (também se pode aplicar esta
classificação aos seres vivos atuais dessa espécie). Ex.: Ginkgo e Nautilus.
Fósseis de idade – fósseis que
permitem atribuir uma idade relativa a uma rocha; este tipo de fósseis tem
características especiais: terem surgido num curto intervalo de tempo
geológico; as espécies a que pertencem ocuparam a Terra num curto espaço de
tempo; têm grande distribuição geográfica. Ex.: trilobites e amonites.
Fósseis de fácies – fósseis que
permitem identificar o ambiente existente no local, na altura em que se
formaram. Ex.: os corais.
Entre outros aspetos, os fósseis
são importantes para conhecer a evolução da Vida, para datar as rochas (fósseis
de idade) e para reconstituir o ambiente em que estas se originaram (fósseis de
fácies).
A datação radiométrica permite
atribuir uma idade concreta às rochas, em milhões de anos, enquanto a datação
relativa permite apenas estabelecer uma ordem cronológica de uma sequência de
acontecimentos geológicos, em termos relativos/comparativos e com base em
princípios gerais da Estratigrafia.
A Escala do Tempo Geológico (ou escala cronoestratigráfica) encontra-se
dividida em diferentes unidades, que correspondem a conjuntos de rochas onde
estão registados os acontecimentos mais relevantes da História da Terra, como a
extinção de determinadas espécies e o aparecimento de outras, a ocorrência de
transgressões e de regressões marinhas e a formação de cadeias montanhosas.
1.2. - Grandes etapas da história
da Terra
Com base no estudo dos fósseis e
na datação dos estratos, o Homem construiu uma escala do tempo geológico.
Esta escala divide-se em várias
etapas chamadas Eons, que se dividem em Eras geológicas. Estas ainda se dividem
em Períodos.
A passagem de uma Era para outra
deve-se a grandes acontecimentos biológicos e/ou geológicos, como os seguintes:
Extinções em massa –
desaparecimento de grande número de espécies ao mesmo tempo;
Glaciações – períodos de
arrefecimento da Terra; Aquecimentos globais – períodos de aumento da
temperatura média da Terra;
Regressões – recuo do mar em
relação à linha de costa;
Transgressões – avanço do mar sobre
a linha de costa.
Pré-Câmbrico (4600 M.a. – 540 M.a.)
Aparecimento da Vida (seres
unicelulares e procariontes); Primeiros seres pluricelulares; Primeiros seres
eucariontes;
Final do Pré-Câmbrico – grande
diversidade de seres pluricelulares.
Era Paleozóica (540 M.a. – 250 M.a.)
Era das trilobites; Primeiros
peixes e animais com concha; Aparecimento de vida em meio terrestre (anfíbios,
répteis, insetos, fetos e coníferas); Ex. de um Período: Câmbrico; Crise do
final do Paleozóico – maior extinção em massa de seres aquáticos e terrestres.
Era Mesozóica (250 M.a. – 65 M.a.)
Era das amonites e dinossauros;
Primeiros mamíferos e aves; Primeiras plantas com flor;
Ex. de um Período – Jurássico;
Crise do final do Mesozóico – extinção em massa no meio terrestre e aquático.
Era Cenozóica (65 M.a. – atualidade)
Era dos mamíferos e plantas com
flor; Aparecimento do Homem; Ex. de um Período – Quaternário.
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